24 de fev. de 2011

Veredas de Sombras
A Tarcísio Gurgel

Milhares de vidas
São hoje ceifadas
Em faixas de terras
Cobertas de asfalto

Veredas de sombras
Que dão sobressaltos,
Arenas estreitas
De luto banhadas;

Veladas por cruzes
Enfileiradas,
Deixando um sorriso
Do medo no ar.

Pára-brisas quebrados
No chão a rolar,
Compondo, entre ferro,
Metal e poeira...

Um quadro de guerra, sem causa e bandeira
Que a mão do progresso inventou de pintar.

-Antônio Francisco -


Quanta disputa por terra aí pelo Brasil, na floresta, no quilombo, nas aldeias indígenas, nas vilas de Serra do Mel, nos pedaços de Natal sendo comprado pelos europeus, nas plantações de soja do sul. Que contradição abrir uma estrada, via de mão dupla para o "desenvolvimento" do Brasil europeu exótico...e que também traz acesso a água, energia elétrica, transporte...
O sistema prevê e conta com a situação da Valentina que não tem luz mas podia ter, das vilas de Serra do Mel que chegam a ficar uns três meses sem água mas podiam não ficar, com a monocultura agressiva da soja transgênica...
pegou da terra? o que não mata...é lucro.

Pedro Bacellar



P.S: Depois de meses, finalmente a malha foi lavada!

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